EDIÇÃO 2025


Cronograma 2025:
SEXTA DIA 19/09/25
Das 9h às 21h
Casa das Mulheres e LGBTQIAPN+ do Hip Hop – Rua Imperador Hiroito, 385 – Restinga, Porto Alegre
9h – Abertura Festival Internacional de Cinema Anarquista de Porto Alegre
Organização das feiras, organização dos espaços, acordos coletivos.
10h – Bloco Revolução
10h
InterRebellium 01. El Estallido Social (90min, 2025, Chile)
O primeiro de uma série de documentários, InterRebellium 01. The Estallido Social é uma história contada pelos olhos de participantes anarquistas e anticoloniais da revolta de 2019 nos territórios ocupados pelo Estado do Chile. O Estallido Social (ou Explosão Social) foi uma revolta popular nos territórios ocupados pelo Estado chileno, desencadeada em 18 de outubro de 2019 por um aumento de 30 pesos na tarifa do transporte público. O que começou como uma campanha liderada por estudantes de pular as catracas do metrô rapidamente se transformou em uma revolta a nível nacional que abalou as bases da sociedade. Essa revolta nasceu de uma longa história de revolta no chamado Chile. Infelizmente, como nos lembra a participante Yza, as longas histórias de revolta geralmente se devem a longas histórias de repressão. A repressão nessas terras é anterior à formação do Estado chileno, à invasão e conquista espanhola. Mas a era moderna começa com o golpe de 1973 que instalou Augusto Pinochet como ditador. Anos de reformas neoliberais produziram uma classe trabalhadora desiludida e desarticulada. InterRebellium traça as raízes do levante de 2019 nos movimentos estudantis dos anos 2000 e nos movimentos feministas de meados dos anos 2010, bem como na resistência indígena ao longo da história da dominação colonial. O movimento também assimilou dicas e táticas das revoltas que ocorreram simultaneamente em Hong Kong e no Equador. Durante meses, milhares pessoas travaram batalhas de rua com policiais e militares, organizaram redes de apoio a militantes da linha de frente, criaram assembleias de bairro organizadas horizontalmente, participaram de greves gerais e realizaram atos de incêndio e sabotagem contra símbolos do poder e corporações multinacionais. O Estallido acabou sendo contido por meio de uma combinação de repressão brutal do Estado, promessas de reforma e de uma nova Constituição, além de uma mudança estética nos antigos símbolos do poder com a eleição do jovem Gabriel Boric, da nova esquerda. À medida que os protestos diminuíram e muitas pessoas se dispuseram a trabalhar dentro dos canais da burocracia estatal, Boric e a nova esquerda ficaram livres para fazer coalizão com as mesmas forças que estavam no poder antes do Estallido, deixando muitos dos piores perpetradores da repressão estatal em suas mesmas funções. Um punhado de presos políticos do Estallido permanece atrás das grades até hoje (abril de 2025) InterRebellium cobrirá a onda global de revoltas de 2018 a 2020. O título vem do latim e significa “entre revoltas”. Acreditamos que é importante aproveitar esse tempo entre as ondas para relatar nossas experiências em escala mundial e estudar o passado para que estejamos mais bem preparadys para o futuro. |
12h – Debate sobre o filme
13h – 14h Almoço Coletivo (Contribuição Espontânea)
14h – BLOCO MÚSICA COMO ARMA
14h
Laguna Plena (4min24s, 2024)
Em um cenário de plenitude natural, uma figura mística, encarnação do feminino originário, encontra um cavalo selvagem com o qual segue em uma jornada ancestral de união com a natureza. Uma ode à pureza, à harmonia com o silvestre, à busca pela liberdade desimpedida, celebrando o amor em sua forma mais natural e crua.
14h05
Os vampiros (3min03, 2025, Brasil)
“Os Vampiros”, na voz, no corpo e na direção de Àkila, emerge como um gesto político de reocupação simbólica da cidade, da história e da memória coletiva. Releitura da canção censurada de José Afonso — ícone da resistência ao Estado Novo — o videoclipe projeta essa denúncia sobre o presente, expondo as continuidades da violência nas vidas de pessoas trans, travestis, negras, queer, imigrantes e periféricas.
Filmado em Lisboa, em zonas carregadas de peso simbólico como o Padrão dos Descobrimentos, a Mouraria e o Martim Moniz, a obra convoca as camadas coloniais e contemporâneas da opressão para tensioná-las através da arte. Àkila inscreve o corpo insurgente nos espaços de exaltação histórica portuguesa, colocando-os em fricção com os corpos reais que hoje enfrentam a marginalização institucional.
A narrativa visual desenvolve-se através de uma composição coreográfica coletiva, protagonizada por artistas trans e travestis que dançam, encaram e resistem. O drone, operado por técnicos portugueses, assume o papel de uma personagem — presença silenciosa e vigilante, que encarna a lógica de policiamento e controle dos corpos racializados e dissidentes. A câmara principal, sob direção de fotografia de Filipe Casimiro, constrói um ponto de vista que cruza o olhar nacional com a possibilidade crítica — um campo de tensão entre quem filma, quem observa e quem performa.
Os arranjos contemporâneos da canção mantêm o espírito de urgência: a denúncia dos que “comem tudo e não deixam nada” ganha nova dimensão com os vocais, os sintetizadores e a pulsação rítmica que atravessa o vídeo como uma marcha. Figurinos múltiplos, rituais performáticos e o uso da cidade como espaço cênico transformam a peça num campo de disputa simbólica.
A produção artística, técnica e simbólica deste videoclipe é fruto do encontro entre culturas e experiências: brasileiras e portuguesas, afro-diaspóricas e europeias, marginais e centrais. É nesse cruzamento — de corpos, materiais, olhares e memórias — que emerge uma prática de transculturalidade comprometida com a criação de novas narrativas históricas, vivas e críticas.


14h10
Cypher Antifascistas (4min30s, 2021, Brasil)
Três jovens periféricos, três visões sobre a luta antifascista.
Ficha Técnica:
Artistas – Vini PDR/ Vitall MC/ Pedro PRJ
Produção Musical – T Naype/ LSF
Direção e Roteiro – Matheus Feitosa
Assistência de Direção – Gustavo Oliveira
Direção de Fotografia – Marcelo Moreira
Assistência de Fotografia – Vitor Benevides
Direção de Arte – Eduardo Gaspar
Assistência de Arte – Laysa Numaire
Montagem, Colorização e VFX – Igor Campos
Produção – Matheus Feitosa/ Vitall MC
Assistência de Produção- Gustavo Oliveira
Logagem- Lucas Wick
Figurinista – Eduardo Gaspar
14h15
Geléia de Morango (8min02, Brasil)
Numa noite quente de verão, uma jovem leva seu corpo ao extremo por meio da dança, mergulhando num delírio banhado a luzes coloridas, calor intenso e cenários que se fundem em uma metamorfose onírica. A noite selvagem será palco de uma jornada em busca da satisfação de seus desejos doces e azedos feito geleia de morango.Direção: Ana Choueiri
14h25
Canaliza (2min13s, 2021, Argentina)
Canaliza es una canción que habla sobre superar los momentos más duros de miedo rabia y tristeza a lo que nos llevan la injusticia y la represión, fortaleciéndonos a través de la expresión! Este videoclip fue un trabajo conjunto con Cruzian, compa argentino okupa y activista, hecho en Barcelona
Esperamos que les guste
Donde está Tehuel?
Justicia Para Emilia Baucis!
14h30
Movimento Limestone – (15min, 2025, Brasil)
Em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, um grupo de músicos apaixonados cria um movimento que vai mudar a cena cultural local e regional. O “Movimento Limestone” é uma iniciativa que reúne bandas e artistas dedicados à produção de música autoral independente, simbolizando a força e a identidade da região.
A história:
– Em 2016, o primeiro “Limestone Fest” é realizado, reunindo bandas autorais independentes e se tornando um espaço essencial para a criação e divulgação de música local.
– Com o sucesso do festival, é criado o selo de distribuição digital “Limestone Records”, permitindo que os trabalhos dos artistas cheguem a públicos mais distantes.
– Apesar dos desafios econômicos e da pandemia, o movimento segue firme, com os artistas continuando a produzir e lançar trabalhos autorais, até o momento o catálogo reúne mais de 40 lançamentos.
O documentário:
– “Movimento Limestone” é um documentário que registra a trajetória, os desafios e as conquistas desse coletivo de músicos, reforçando a importância da arte autoral no fortalecimento da cultura regional.
– O filme é uma homenagem à força e à criatividade dos artistas locais, que lutam para manter viva a essência da música independente.
Um convite:
– O documentário é um convite para que você descubra a história por trás do “Movimento Limestone” e se junte à comunidade de artistas e fãs que valorizam a música autoral e os movimentos culturais independentes.
14h45
Las Peores – Tour pelo Brasil – Minas Gerais – (24min15s, Brasil/Paraguay)
Largomentraje que expone la gira por Curitiba, Sao Paulo y Minas Gerais de la banda de punk procedente de paraguay “Las Peores” y la banda paralela “Sobra” ( donde solo participan bateria y guitarra) Grupos que vienen haciendo ruido y generando movimiento autogestivo en Asunción y alrededores desde el 2014.
Es un recorrido que interpela dos preguntas: ¿Qué significa un show?¿Y qué representa el “hazlo tu mismo”?
En esta tercera parte, nos adentramos en Minas Gerais, donde se perciben conclusiones que son interceptadas a través del sentir mismo del viaje, llevando las expresiones más allá del entorno donde fue creado, compartiendo ideas y proyectos entre diferentes latitudes.
Grabado por Cecilia Avati, integrante de las bandas.
LAS PEORES + SOBRA. GIRA POR BRASIL OCTUBRE/2024.
Gracias a todas las personas y las bandas que nos acompañaron en el tour.
15h10
A posse é um fato (6min, 2025, Brasil)
“A Posse é um fato” é um filme de Murilo Munìí, retrata o seu processo de retomada étnica através da música enquanto uma pessoa afro indigena e não binária. Recuperando territorios fisicos e espirituais na cidade de p04rt0 4l3gr3 misturando funk e pós punk, passado e futuro se encontram num conceito cyberpunk ancestral. Unindo registros de algumas ocupações que marcam sua trajetoria no ativismo anarquista, anticapitalista e anticolonial: a Okupa Kaliça, a Retomada Multiétnica Gah Ré e a Kaza Contrakultural Jibóia, a posse é um fato, é uma referencia que diz que o direito a propriedade não é nada diante da posse e recuperação da história do corpo e da cidade.
Quem está ocupando está mantendo o território vivo. O aluguel assim como a ficção brasil é uma ilusão, não faz ninguém mais seguro. Fala sobre a disputa da narrativa da cidade, fala sobre direito de moradia tem história e tem raça, fala sobre o crescente abandono de casas, terrenos e edificios que necessitam ter uma função social frente a crescente taxa de pessoas em situação de rua e colapso do capitalismo.
15h16 – Bolivia Camino Al Cielo – Mujeres rebeldes y sonidos Mestizos (59min, Bolívia, 2024)
Entre paisajes y entrevistas a través de ciudades, valles y lagos, el documental de Helios Molina muestra la fuerza y rebeldía de las mujeres en Bolivia. Asoman artistas o activistas que lanzan verdades de una Bolivia social, anticolonial, de la condición de las mujeres frente a la cultura indígena, con poesía y pausas visuales, surrealismo urbano y la sencillez del campo. Incorpora a la generación de artistas emergentes de músicas mestizas; urbana, electrónica, punk, tribal, andino, fusiones, rock, cumbia, cuecas, en relación con la naturaleza y las mujeres bolivianas, con mirada social. Direção: Helios Molina.
16h20
DEBATE SOBRE OS FILMES (com o realizador de A posse é um fato)

18h
BLOCO PIXO Y AÇÃO
18h – Fasts (9min05s, 2025, Brasil)
Em uma estética crua e monocromática, acompanha uma ação noturna de um grupo de
pichadores na cidade. Através da perspectiva imersiva de uma GoPro acoplada à cabeça de um dos protagonistas e das lentes de um fotógrafo infiltrado, o curta revela os bastidores de uma arte marginal. No ápice da tensão, seguranças confrontam o grupo, exigindo o fim imediato da intervenção urbana. A imagem se torna arma, e os artistas encontram na fuga sua forma mais autêntica de resistência. Direção: Raoni Moura
link para o canal do escrita abc (pt)
18h10 – Pixo ao patrimônio (54min, Brasil, 2024/2025)
Em São Paulo, Brasil, integrantes do movimento da pixação narram suas histórias sobre pontos da cidade que entre os anos 1980 e 2010 se tornaram referência para essa cultura urbana considerada controversa e que foram aceitos em 2020 para integrar a lista de referências culturais do projeto Memória Paulistana, da Secretaria Municipal de Cultura, não sem evidenciar as disputas existentes no campo do patrimônio.
Mini biografias:
Bruno Rodrigues é pixador, artista, produtor audiovisual e documentarista da cena da pixação em São Paulo e no Brasil. Criador e diretor do selo PixoAção e integrante do coletivo ArdePixo. Em 2016 protagonizou o filme Olhar Instigado, dos diretores Chico Gomes e Felipe Lion. Já realizou atividades e exposições em galerias, universidades e instituições culturais de países da América Latina e Europa.
Micaela Altamirano é pesquisadora, educadora de arte e produtora cultural. Possui doutorado em cotutela em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e Estudos Culturais pela Universidade do Minho (Portugal). Sua pesquisa de mestrado sobre a pixação de São Paulo foi premiada em 2019 como melhor dissertação do ano pela COMPÓS-Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação. Desde 2017 integra o coletivo ArdePixo.
19h10
DEBATE SOBRE OS FILMES
21h
Encerramento do primeiro dia
| SÁBADO 20/09/25 9h-21h na Casa das mulheres e LGBTQIAP+ do Hip Hop Rua Imperador Hiroito, 385 – Restinga |

9h
Organização das feiras, organização dos espaços, acordos coletivos.
10h
BLOCO ANTICARCERÁRIO
10h – Jornadas Periféricas por la Libertad Animal – Humana de la tierra y del mar – (29min31s – 2025 – Chile)
Registros independientes y colectivos x la libertad animal humana. En la periferia de santiago, territorio dominado por el Estado chileno. Compilados 2024-2025
10h30
Breaking the fourth wall (25min – 2025 – Estados Unidos)
Quebrando a Quarta Parede (ou Um Vídeo de Recrutamento do Centro de Justiça?) é um slogan que procura acompanhar a gestão cômica e particularmente
chocante do Centro de Justiça, que tem visto uma quantidade escandalosa
de “distúrbios”, motins, sequestros e revoltas generalizadas
nos últimos 5 anos. Além disso, 18 prisioneiros morreram nesse período. Direção Ark Face
10h55
Você vomita do seu confinamento e se torna uma ameaça (4min16s, México, 2025) de @libres.ya
Miguel Peralta é um defensor comunitário e anarquista da comunidade mazateca de Eloxochitlán de Flores Magón, Oaxaca. Junto com sua família e membros da comunidade, Miguel enfrenta há mais de uma década a criminalização, a prisão e a perseguição do Estado mexicano por sua luta contra o poder partidário dos caciques em defesa da autonomia e autodeterminação de sua comunidade. Após um conflito sociopolítico que desembocou em violência em Eloxochitlán de Flores Magón em dezembro de 2014, desencadeado por um ataque do grupo de caciques à assembleia comunitária, Miguel foi preso em abril de 2015 sob acusações forjadas. Em outubro de 2018, foi condenado a 50 anos de prisão. Após entrar com uma liminar em greve de fome por quase um mês, Miguel foi absolvido de todas as acusações e liberado em outubro de 2019. Durante seus quatro anos e seis meses de prisão, ele permaneceu ativo na luta antiprisional pela libertação dos outros presos de Eloxochitlán. Mais de dois anos após sua libertação, em 4 de março de 2022, o Terceiro Juizado Criminal de Oaxaca revogou sua libertação, condenando-o a 50 anos de prisão e emitindo um novo mandado de prisão contra ele. Desde então, Miguel foi deslocado de sua comunidade, vivendo sob perseguição política. Em 6 de novembro de 2024, a Suprema Corte do país emitiu uma resposta à liminar direta no caso. Em vez de conceder a Miguel liberdade total e pôr fim à perseguição política contra ele, o tribunal devolveu o caso ao tribunal colegiado de Oaxaca, ordenando que este emitisse uma nova resolução. Esta resolução está prevista para 2025. Cabe destacar que os responsáveis pela repressão em Eloxochitlán são o cacique Manuel Zepeda e sua filha, Elisa Zepeda Lagunas, deputada. Ocupando cargos públicos e mobilizando o aparato repressivo do Estado, eles aterrorizam a comunidade há mais de dez anos. Continuamos a apelar à solidariedade com Miguel Peralta e com a comunidade de Eloxochitlán de Flores Magón, Oaxaca.

11h
Egresso (25min, 2025, Brasil)
Entre aspas de artigos e livros de ocorrência, sete crianças são abrigadas pelo Estado. Nas entranhas do sistema, lutam para sonhar em ser livres enquanto a realidade passa a chave na porta. E quando as paredes se tornam proteção, logo falam pra não abraçar o apego – não tinham idade pra entrar, mas com dezoito vão ter que sair. Créditos: Direção – Lia Souza Elenco – Tear, João Ávila, Camilly Dotto, Luis Toriama, Lauren Weiss, Tony Moreira, Jackson Luís. Roteiro e Produção: Suliane Cardoso, Taiane Bringhenti, Lia Souza Multiplicadora de Teatro do Oprimido: Railin Gonçalves Câmeras: Kaindé Kainã, Nayara Anhanha, Lia Souza Fotografia: Nayara Anhanha Locação: Paula Finn Alimentação: Kairo Ferreira Contadora: Rosane Rissi Advogada: Raísa Vivan Soares Trilha: Jessie Jazz Legendas: Lara Márquez Libras: Suzana Fardin, Gregori Bertó Cor: Brenno Felix Montagem: Lia Souza Músicas: Loopop – Spacetime Blues Jessie Jazz – Fogo IG: @egresso.doc
11h25
Dónde vas Homero, com tu abrigo viejo (3min, 2020, Espanha)
Película basada en el poema, del preso antifascista, Francisco Cela Seoane cantado por el rapero represaliado, Pablo Hasél, describe visualmente el abandono social que sufren las personas sin hogar.
11h30
Intervalo 5min
11h35
DEBATE SOBRE OS FILMES
12h30- 14h
Almoço Coletivo (contribuição espontânea)
14h
BLOCO PROPAGANDO O KAOS
14h – Revelación (13min, 2025, Chile)
Luciano, um jovem fotógrafo em busca da imagem perfeita, encontra a enigmática Elena, com quem troca uma fotografia. Ele finalmente obtém a imagem tão desejada, que o leva a descobrir a parte mais sombria da história de seu país. Direção Praxis Produciones.
14h15
Colagem (6min20s, 2019, Brasil)
filme sobre a colagem nas ruas de um anarcopunk
14h22
Testifica mi vanidad (4min05s, 2025)
janitor of lunacy – nico
14h26
Nossa dor não é arte (10min27, 2024)
Em dezembro de 2024, apoiadores da comunidade andina em São Paulo se juntam ao coletivo de mulheres andinas, Cholitas da Babilônia, para repudiar a exposição “Oficina do Suor” do fotógrafo Sérgio Carvalho promovida pelo Sindicato Nacional de Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT). A manifestação no evento de moda “Casa de Criadores” na Galeria Prestes Maia, no centro histórico de São Paulo, foi seguida de uma repressão pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) contra as manifestantes.
Sobre o coletivo Cholitas da Babilônia:
“Cholitas Da Babilônia” é um coletivo artístico-político que surge em 2020, pela necessidade de um espaço para debater e reflexionar sobre pautas que atravessam as pessoas andinas e migrantes em São Paulo. Formada por mulheres migrantes ou filhas de migrantes andinas (povos originários dos Andes), “Cholitas” ao longo dos anos tem realizado ações que abrangem pautas da migração indígena e questões de identidade, através de atividades culturais e/ou ações performáticas que trabalham a ancestralidade, identidade, racial, precarização e exploração da mão de obra imigrante no setor têxtil. O coletivo tem também atuações políticas de reivindicação dos direitos humanos das pessoas migrantes indígenas dos Andes no Brasil.
14h37
Cupins (1min40s, 2025, Brasil)
Cupins e formigas vivem pela Rainha.
Detalhes: Mais um projeto experimental em que comparo a sociedade e o dia a dia das pessoas, caminhando “sem rumo” aos cupins que sempre servem à Rainha.
14h39
O Alvorecer dos negros no Brasil: a África na brasilidade musical de Alberto Nepomuceno e nas imagens de Rugendas (Entre Batuques, Ritmos, Resiliência e Cores) (5min46s, 2022, Brasil)
Curta construído a partir do acervo iconográfico de Rugendas e música “Série Brasileira” (1891) do compositor cearense vanguardista e abolicionista, Alberto Nepomuceno. Traz uma narrativa – sobre a ótica da criadora Shéron Morales – que conduz a uma reflexão sobre a escravização dos povos de matriz africana no Brasil, além de divulgar a música erudita brasileira. Uma obra produzida com objetivo didático através de projeto do Departamento de Música da UFS sob coordenação do docente João Liberato.
Direção, criação artística, produção, roteiro, som, edição, montagem, designer: Shéron Joyce Díaz Morales
14h45
KARDIA (4min03, 2025, Brasil)
Neste Vídeo, o intento poético é revelar um ritual que todos passamos onde voluntária ou involuntariamente arrancamos o que é melhor em nós mesmos e jogamos no lixo. Para que o frio e até hoje indestrutível maquinário social (representado pelos lixões da prefeitura/estado/entidade espectral o processe e o sintetize em nada.
Quanto menos for dito, melhor. O ponto de encontro do corpo animal como carne sendo processado por um odioso e genocida engenho. Que engole nossas identidades, criatividades, coletivos, sanidades, corpos e os transforma em matéria morta para alimentar economias que por sua vez investem na nossa destruição.
A própria música de abertura sugere um ato de devoção ao algoritmo (o curta foi filmado na vertical, como nos acostumamos a olhar o mundo em nossas maquininhas infames) entregando nossas vísceras para Big Techs que não nos amam, apenas querem nosso espírito, mão de obra e sangue, o que faz o capital girar.Foda – se o deus algoritmo, a máquina, a carne podre de sonhos que nos doutrinam a sonhar que não sobreviverão à realidade. Imaginações imorais, abaixo as telas e que o corpo desponte finalmente soberano.
Escrito e Dirigido por Pedro Domingues
Direção de Fotografia por Hermine Almeida
Som por Ugo Rebote
Edição por Otto Ursuul
Maquiagem por Manú

15h
Cadáver Xquisito (14min58, 2023, Co-produção Argentina/Colômbia/Cuba/Espanha/França/México/Portugal)
Para o cineasta Pier Paolo Pasolini, a “revolução consumista” da Europa do pós-guerra foi a causa de uma Mutação Antropológica que destruiu a essência humana e nos conduziu a uma Nova Pré-História. Um novo mundo marcado por um vazio ético, destruindo as relações antropológicas do passado. Mas Pasolini viu nos processos de descolonização dos povos a possibilidade de nos salvar desta Mutação.
Atualmente, vivemos na “aldeia global” (McLuhan), e as “Autoestradas da Informação” do capitalismo informacional abriram-nos uma via de dois sentidos.
Este percurso permitiu a Frank Lahera, de Cuba, convidar artistas de diferentes países, continentes, géneros, idades… (França, Cuba, México, Portugal, Argentina, Espanha, Colômbia) para criar este Cadáver Esquisito. Artistas a cocriar um filme coletivo que contribui para uma Nova Mutação Antropológica que pode abolir o pensamento único e dar voz à pluralidade “divergente” na “aldeia global”.
Um filme que nasceu da necessidade e do desejo de sete realizadores multidisciplinares de conectar os seus sentimentos e explorar a comunicação através do cinema e da imagem em geral, onde cada uma das suas realidades se tornou um pano de fundo transparente para os seus quotidianos e criações, alcançando novas formas de interação.
De forma dadaísta, nestes tempos de muito cálculo e pouco sentimento, e tomando o espírito do cadáver requintado, extrapola-se este fenómeno livre e literário, onde cada imagem, cada plano e cada corte se torna uma mensagem e uma palavra que flui da interpretação aleatória. À distância e sem um encontro real e físico prévio, construíram um discurso único baseado na progressão de uma narrativa fragmentada. Um único encontro online foi suficiente para trazer a ideia à tona, e depois nasceram as imagens, completadas a partir de cada visualização dos últimos minutos de cada sequência precedente, até se chegar a este diálogo cinematográfico, onde a surpresa, o contraste e o manifesto entre todos tomaram forma. Um filme coletivo, sob diversas perspetivas e criatividade, mas com uma única intenção: ser uma comunicação única, real e sincera.
15h15
Intervalo 10min
15h25
Vídeo-performance: Silêncio I – a artista (7min39s, 2020, Brasil)
(vídeo-performance, 2020)
“Silêncio I: a artista” é uma vídeo-performance que emerge como resposta ao silenciamento, à apropriação indevida e ao apagamento simbólico vivenciado por uma artista brasileira em contexto acadêmico e institucional. A obra se inscreve como gesto de denúncia e contra-narrativa frente a práticas recorrentes de plágio, extrativismo intelectual e exclusão de corpos dissidentes nos circuitos da arte e da pesquisa.
A performance recria, poeticamente, a experiência vivida quando palavras autorais foram tomadas sem crédito, vozes coletivas foram descontextualizadas, e, ao invés de reparação, a resposta foi o silêncio imposto — representado simbolicamente pelo gesto de ser desconvidada de uma mesa de diálogo internacional, após expor tais violações.
Por meio de imagens que tensionam o corpo em estado de suspensão e contenção, a artista inscreve sua própria versão dos fatos: o silêncio que lhe foi imposto se transforma em corpo gritante, em fala encarnada. O vídeo é tanto um ato de resistência quanto uma documentação sensível da violência epistêmica que marca o campo das artes, sobretudo quando atravessado por gênero, território e dissidência.
“Silêncio I: a artista” não se cala — se ergue como memorial de um episódio real e como performance-manifesto por ética e justiça.
15h33
Videozine (15min, Chile, 2024)
Produção: xVxAx
Sinopse: “Na dimensão audiovisual das expressões contraculturais, a acumulação de pontos de fuga nos parece urgente; por meio de conversas com indivíduos e coletivos com ideias semelhantes, exploramos formas criativas baseadas nos modelos hegemônicos de organização política, artística e cultural.”
Sinopsis: “dimensión audiovisual de expresiones contraculturales, la acumulación de puntos de fuga nos parece urgente; a través de conversaciones con personas y colectivos afines, exploramos formas de creación sobre los modelos hegemónicos de organización política, artística y cultural”
15h49
Propagando Ideas (15min30s, 2021, Chile)
Propagando Ideas é uma compilação de experiências em torno do ofício da xilografia e sua ligação com a propaganda. Aborda expaços coletivos e íntimos, mostrando o processo criativo, que se torna reflexivo e abre caminho para a expressão apartir dos sentimentos, onde os gráficos nos acompanham para construir narrativas além do estabelecido, estreitando os laços e se tornando uma trincheira de resistência para a existência. Produção: Lauchitas Cine. Direção: Estefan Paz y Nati Sol.
16h04
P4T4FORA (10min, 2022, Colômbia)
Esse patafora raivoso e desenfreado tem uma personalidade forte com elementos teatrais e um monólogo curto cheio de comédia e sátira palhaço é o que há, palhaço é o que vem! O ponto de virada para prometer apenas anarquia.

16h24
Corpo em Abertura (10min50s, Brasil)
CORPO em Abertura é uma Videodança que dá a ver um grito ecopolítico, um manifesto artístico entrelaçado com práticas ecológicas e bruxísticas, fundamentado na Hipótese de Gaia. A obra convoca os quatro elementos como forças vivas e transformadoras nas performances-rituais realizadas no território sagrado da Chapada dos Veadeiros. Tal ritualística evoca forças cósmicas:
Rios voadores, que carregam em suas correntes as memórias ancestrais;
A fênix do Cerrado, que se consome e se renova em um ciclo de constante transmutação;
O berço das águas, fonte de vida, nascente dos principais aquíferos do Brasil;
A savana brasileira, que resiste com resiliência, carne de Gaia e chão para os pés. Direção, atuação e roteiro: Andreia Evangelista
16h34
Makatrekeando (10min, 2024, Bolívia)
Curta-metragem que documenta a peregrinação de uma escultura pelas cidades de La Paz e El Alto, captando os olhares de quem cruza seu caminho. A obra simboliza profundas problemáticas sociais, culturais e ambientais, coexistindo com a esperança representada por uma vela/árvore.
Por meio dessa narrativa, destacam-se aspectos do cotidiano frequentemente ignorados, como a arte de rua, as marchas, os protestos e o trânsito. A escultura, feita com materiais reciclados, toma a forma de uma figura humanizada que se agarra a uma vela/árvore, erguendo-se como uma poderosa mensagem de protesto contra as injustiças enfrentadas pelas novas gerações, especialmente as crianças, devido ao deterioramento do ambiente em que vivemos.
O personagem central busca ser um espelho no qual o espectador possa se reconhecer, enfrentando sua realidade de forma íntima e performática. Direção: Asmara Vibeka – Lxs Wasi.
16h44
Mirar sin tacto (7min14s, 2025, Nina Zcajahuaringa)
En Mirar sin tacto, la artista Nina Z Cajahuaringa nos sumerge en una performance cargada de símbolos: un cuerpo vendado, unos ojos de plástico en la mano, y una invitación urgente a repensar cómo miramos y cómo excluimos. No es la representación de la ceguera, sino la metáfora de una sociedad que observa sin empatía, que niega acceso y derechos a quienes viven desde la diferencia.
La obra se entrelaza con fragmentos de la poesía de Enrique Verástegui, cuya voz crítica amplifica el llamado a una mirada más humana, sensible y justa. Desde su propia experiencia con diagnósticos de TLP y TAB II, Nina resignifica el arte como un acto de resistencia y un puente hacia la inclusión, trascendiendo lo personal para hablar de todas las diversidades.
Mirar sin tacto es, en esencia, un gesto político y poético: mirar con tacto, con corazón y con acción.
16h45
Intervalo 15min
17h
DEBATE SOBRE OS FILMES (com a realizadora do filme Propagando Ideas)


18h
Apresentação musical Murilo Munìí
18h30
BLOCO MEMÓRIA ÁKRATA
18h30 – Algún día las raíces (65min, 2021, Chile)
Tras los intentos de recuperar territorio mapuche robado por la industria forestal y el estado chileno, Matías Catrileo (23) emprende la misión de convencer a las comunidades de continuar con la resistencia, sin saber, que la traición acecha a su espalda.
19h35
K VUELVA LXS CABRXS DESDE LAS SOMBRAS (11min52s, 2024, Chile)
Emilia Bau, joven trans activista antiespecista, weichafe, defensora de la tierra, el agua y todos los seres que la habitan, fue asesinada la madrugada 16 de febrero de 2021 por sicarios contratados como jardineros por Fernando Puga Matte, Julio Herrera y otros para el condominio Riñimapu en Panguipulli, Wallmapu, quienes desde hace años intentan
privatizar el Lafken (lago) Riñihue vendiendo los terrrenos que lo rodean, impidiendo el acceso al lago, dañando el espacio y a quienes lo habitan.
Emilia Bau, jovem ativista trans antiespecista, weichafe, defensora da terra, da água e de todos os seres que a habitam, foi assassinada na madrugada de 16 de fevereiro de 2021 por assassinos contratados como jardineiros por Fernando Puga Matte, Julio Herrera e outros para o condomínio Riñimapu em Panguipulli, Wallmapu, que há anos tentam privatizar o Lafken (lago) Riñihue vendendo os terrenos que o rodeiam, impedindo o acesso ao lago, danificando o espaço e aqueles que o habitam.
LAKOLEKTIVA 2024
19h47
Sankofa (13min26s, 2025, Brasil)
SANKOFA é uma produção independente com direção de Deivison Chioke e produção executiva de Ariane Stolfi. Aqualtune, uma escritora baiana reconhecida por seus livros publicados, busca o tema de seu novo livro enquanto lida com obstáculos com a editora e sua verdadeira vontade, à procura de um passado ancestral.
Estrelando SolHanna, Elves Thales, André Simião, Isabel Nonata, Augustin de Tugny. Direção, produção e roteiro: Deivison Chioke Produção Executiva: Ariane Stolfi Direção de fotografia: Gabriel Fernandes Direção de arte: Bianca Aracuã Técnico de som: Júlio Lem Assistente de produção: Kaleo Vieira Fotografia still: Karina Cassimiro e Igor Sinopoli Mixagem: Fluxo Studio Efeitos sonoros: Heictor Cruz Editor e color: Deivison Chioke Música: Mestre Zé
20h
DEBATE SOBRE OS FILMES
21h
Encerramento do segundo dia

| DOMINGO 21/09/25 9h-21h na Casa das mulheres e LGBTQIAP+ do Hip Hop Rua Imperador Hiroito, 385 – Restinga |
9h
Chegada de feirantes, organização das bancas, organização do espaço, acordos coletivos
10h
BLOCO GUERRA SOCIAL
10h – Como matar uma boneca (16min, 2023, Brasil)
Enquanto tira fotos, Senhora encontra uma boneca na floresta e a entrega na única casa da região para uma mulher. A fotógrafa ambiental usa um cordão de Oxumaré, que forma um elo entre o céu e a terra numa espécie de pedido de ajuda ancestral; enquanto a outra mulher se sente protegida por sua crença e branquitude. Uma história contada através de símbolos que representam marcas do passado, a atualidade e do poder da ancestralidade, quebrando estigmas e trazendo reflexões.
Comentário do Diretor Alek LeanEste filme traz simbolismos relacionados com o passado e o presente. Referências como os grãos de café na cama da boneca, relacionados aos escravizados brasileiros que eram forçados a trabalhar no campo e a bandeira do Brasil rasgada e virada de cabeça para baixo, representando os extremistas brasileiros que usaram a bandeira para defender seus preconceitos contra as minorias. O filme também desconstrói os valores que o colonialismo implantou em nossas mentes, de que todo cristão é bom, e quem é de religião de origem africana é mau. O caráter de uma pessoa não pode ser definido pela religião que pratica. Mostra também que há racismo inclusive dentro da nossa própria casa e família. Uma mensagem para que se denuncie as violências o mais rápido que puder, não sejamos omissos ou coniventes.
10h16
Marmita (21min05, 2025, Brasil)
Dois operários da construção civil, Lourenço e Cícero, se veem em dificuldades com Manchinha, uma criança que trabalha para o tráfico de drogas local, que rouba suas marmitas para comer.
Dos trabajadores de la construcción civil, Lourenço y Cícero, se encuentran en problemas con Manchinha, un niño que trabaja para el narcotráfico local, que les roba la lonchera para comer. Roteiro e direção / Screenplay and direction / Guión y dirección: Guilherme Peraro
10h38
Pólen (19min41s, Brasil)
Sinopse: Um monstro gigante surge nos céus da florida cidade de Blütendorf. Ademir, um homem comum, luta por sua sanidade em meio a um golpe de Estado.
Direção:Rodrigo Baptista
Joinville – SC
10h58
BOCA (14min44, 2025, Brasil)
Três homens falam sobre suas vidas no local onde suas histórias confluíram: um abrigo para população em situação de rua no centro de Niterói RJ. Trás a tona a questão da saúde mental das pessoas que vivem a rua. Direção de Giuliana Zamprogno.
11h13
1 DE ABRIL – É TUDO MENTIRA! (1min, 2024, Brasil)
Brisa Romeiro e Clara Alice
Sinopse: Pra quem acha que acabou,
Pra quem acha que nunca aconteceu,
Pra quem nem sabe o que tá acontecendo mas sente nas costas o peso disso tudo ainda continuar…
É TUDO MENTIRA!! ESPALHEM A MENSAGEM , É TUDO MENTIRA! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH NÃO ACABOU NÃO, É SÓ OLHAR PRO LADO!
1 de Abril de 2024 – 60 anos do “início” da ditadura empresarial-militar brasileira com amplo apoio da população.
11h14
Elián (4min30s, Peru)Sinopse:Elián, um jovem com uma profunda desconexão emocional com os pais, percebe o ambiente familiar como frio, estranho e perturbadoramente desumano.
11h19
Memória Enterrada (22min27s, 2024, Brasil)
Neste documentário, apresentamos como o CAAF (Centro de Arqueologia e Antropologia Forense) da Unifesp atua para realizar as análises das mais de 1049 ossadas encontradas na Vala Clandestina de Perus, e as dificuldades encontradas no meio deste trabalho que perdura mesmo após 32 anos da abertura da vala. Maria Amélia de Almeida Teles, Antônio Pires Eustáquio, Edson Teles, Talita Maximo, Denise Ribeiro, Cleiton Ferreira (Fofão)
11h42
SEGUNDA-FEIRA, então (24min41, 2025, Brasil)

| Claudia, mãe solteira de Jade, faz entregas de ifood para pagar suas contas. Seu senhorio, Ciro, cobra o aluguel do carro de forma sinistra e invasiva. Ela tem o prazo de sete dias para pagar seu aluguel. |
12h07 – Cuantas muertes son necesarias para construir tu país? (2022/2023, 16min55s, Peru)
Este cortometraje documental es una recopilacion que hace lo posible de manera digna por mantener en la memoria a quienes ya no estan o quienes ya no quedaron igual despues de la represion estatal a partir de las protestas desde finales del 2022 hasta mediados del 2023 bajo el gobierno de dina asesina en el territorio peruano pues para quienes realizamos esta pieza audiovisual resistir significa expresarnos y rebelarnos en cualquiera de las formas que el anarquismo nos da, acciones directas inspiradas en el antifascismo, la liberación animal, y otras que sean en busca de emancipar a las mujeres, la ecologia que busca liberar a la tierra, etc. No nos resignamos al discurso conformista de “como la mayoría de reivindicaciones son ciudadanas no es nuestra lucha”.
Tampoco aceptemos que las izquierdas direccionen las manifestaciones, o la centralicen hacia sus intereses. Hay que joder a todx aquellx que nos jode. Debemos enfatizar nuestra lucha contra El Estado y todo aquello que representa, aquella mayor figura legal que es el simple instrumento para el capitalismo y los políticos (izquierdas, derechas, centros, fascistas y demás lacra) para usufructuar de nuestras vidas condenandonxs a una servidumbre desgraciada que nos vuelve infelices… Creemos que el alzamiento o rechazo al Estado no debe ser parcial, al contrario, debe ser hasta erradicarlos de nuestras vidas lo que significaría materializar el planeta nuevo que deseamos: la liberación total y anarquista.
Videos y sonidos grabado con celulares por diferentes personas a lo largo del territorio, music alizado por Braigeiki con “Tempestad en los Andes” y Corazones Niños con “Sangre enel rio”. “¿Cuantas muertes son necesarias para construir tu pais?” es un cortometraje colectivo para resignificar la memoria de un territorio herido con miedo a tomar una posicion politica fuera de la dicotomia vieja y desfazada de derecha/ izquierda.
12h24
DEBATE SOBRE OS FILMES com a realizadora de 1 DE ABRIL- É TUDO MENTIRA!
13h – 14h
Almoço coletivo (contribuição espontânea)
14h
BLOCO EXISTÊNCIA REBELDE
14h – AnarkoGabo (10min, 2023, Bolívia)
Gabo sobrevive en un ruido que nunca se apaga. Dos ciudades, muchos sonidos, una vida que desafía el silencio. Un retrato íntimo del cotidiano sonoro de un músico que vive entre el pulso constante de su mundo. Por Kevin Flowers.
Gabo sobrevive em um ruído que nunca se apaga. Duas cidades, muitos sons, uma vida que desafia o silêncio. Um retrato íntimo do cotidiano sonoro de um músico que vive entre o pulso constante do seu mundo. Por Kevin Flowers.
14h10
Alma Negra (16min15, 2024, Brasil)
Este documentário apresenta a potência do feminismo negro a partir da história de três mulheres que utilizam da cultura, da educação e da arte como formas de transformação de vidas e sendo espelhos para aquelas que não tiveram oportunidade de crescer conhecendo sua negritude.
O filme foi produzido através das Oficinas Querô, um curso de formação de Cinema e Audiovisual voltado para jovens de 16 a 20 anos em vulnerabilidade social na região da Baixada Santista. Os jovens fazem parte de toda a produção do filme com auxílio de tutores profissionais da área.
14h27
O Poeta das Ruas (19min45, Brasil)
Entre realidades e devaneios poético, o poeta das ruas explora as marginalidades do dia a dia, sendo um artista caminhante pelas ruas das cidades onde passa, trazendo uma provocação ou mensagem construída na base do improviso para os seus ouvintes.
14h47
DEBATE SOBRE OS FILMES
16h – Apresentação Artística Drosa
16h30 – Apresentação Artística Insano

17h
BLOCO PELA TERRA Y CONTRA O CAPITAL
17h – PE ATAJU JUMALI / HOT AIR (AR QUENTE) (25min, Abya Yala, 2023)
Os países do Norte Global são os maiores poluidores do planeta com suas emissões de CO2. Assim, criaram o sistema de créditos de carbono, que finge proteger florestas no Sul Global, que já são protegidas por seus povos originários. Uma farsa típica do capitalismo financeiro conhecida como “ar quente”. Os seres daquelas florestas, através de suas ativAÇÕES perforMÁGICAS, vieram revelar essa grande farsa e convidar a todos para fazer justiça ambiental com suas próprias mãos unidas numa grande espiral cósmica.
Semeadores: Margarita Weweli-Lukana, Juma Pariri, Frê Arvora, Gurcius Gewdner, Amaya Torres, Jules Zinn, Juan Camilo Herrera Casilimas e Juliana Pongutá Forero.
17h25
PUR (10min, Brasil)
Direção: Roberto Caxet Krahô, Alexandre Herbetta, Antonio Carlos Bortoletto.
O mini documentário “PUR” de Roberto Caxet Krahô, foi produzido no âmbito da Revista Pihhy, disponível na edição nº 7 da revista (https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/revista-eletronica-conexao-cultura-e-pensamento). Ele tem como base a proposta de Cinema Vivo – Mē carõ pēr xà, pautado em um audiovisual cmunitário e vinculado ao território.
Neste vídeo, o intelectual, professor e liderança indígena Krahô, reflete sobre a importância fundamental da PUR, a roça tradicional (em português), para o bem estar de seu povo e a soberania alimentar. Caxet reflete, ainda, sobre a necessária valorização de outras matrizes epistemológicas e da articulação de conhecimentos pluriepistêmicos para o bem estar das comunidades e das pessoas.
A Revista Pihhy, semente em mehi jarka, língua falada pelo povo Mehi-Krahô, é vinculada ao “Programa Conexão Cultura e Pensamento”, da Secretaria de Formação, Livro e Leitura/SEFLI/MinC, e idealizada pela educadora, artista e liderança Naine Terena. Ela busca estimular a criação, a produção e a circulação de materiais de autoria indígena, baseados em conhecimentos plurais e ancestrais, assim como se faz em um pur, em uma roça tradicional mehi, onde sementes garantem o bem viver. Trata-se de um projeto inovador e de vanguarda porque promove a pesquisa, o registro e a sistematização desses saberes ancestrais que foram, no violento processo histórico e colonial, apagados, adormecidos ou invisibilizados no país. Ela traz à tona pensamentos plurais e diversos sobre temas fundamentais para o mundo contemporâneo, como a sustentabilidade, a relação com a natureza, a democracia e o bem viver.
Oportuniza, ainda, aos leitores e às leitoras interessados/as, vastos conhecimentos sobre os mundos indígenas e sobre modos diferentes de estar no mundo, deixando evidente a complexidade e o valor da pluralidade linguística e epistemológica existente no Brasil, e se colocando, desta forma, junto da histórica luta contra colonial dos povos originários, por um mundo mais sustentável, respeitoso e digno.
Não deixe de conhecer a revista semente!
17h35
O FUTURO É UM BURACO NO MURO (2min25, 2019, Brasil)
O vídeoarte foi criado após o “Dia do Fogo” (10 de agosto de 2019), março de intensas queimadas criminosas na Amazônia, sem punição judicial aos responsáveis. A obra denuncia a degradação ambiental que atinge também o Cerrado, bioma onde vive a artista, com incêndios recorrentes. As queimadas no Mato Grosso agravam o aquecimento global, e o trabalho clama por uma urgente mudança de consciência planetária. Direção, roteiro e edição: Mari Gemma De La Cruz
17h37
This is our everything (81min, 2023, Alemanha/Brasil/Guajajara)
Os Guajajara pretendem impedir os madeireiros ilegais que estão a diminuir rapidamente as suas terras florestais. Sem qualquer apoio do governo, eles patrulham uma das últimas florestas tropicais remanescentes no estado do Maranhão, no Brasil. Eles também partilham as suas terras com os Awá, um dos últimos povos isolados do mundo. Filmado entre 2018 e 2022 com a ajuda da comunidade Guajajara, hoje o filme é tão urgente e relevante como sempre foi. Para Olimpio e os guardiões da floresta, há mais em jogo do que o meio ambiente — a floresta está no centro de sua cultura e identidade. Produção: Utopia Docs
18h58
Intervalo 10min
19h10
DEBATE SOBRE OS FILMES
20h10
Roda de encerramento do Festival


PROGRAMAÇÃO INFANTIL III FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA ANARQUISTA DE PORTO ALEGRE
DOMINGO 21/09 9h-22H na Casa das mulheres e LGBTQIAP+ do Hip Hop
Rua Imperador Hiroito, 385 – Restinga
15h
ZACIMBA GABA: A PRINCESA DE CABINDA (5min25, 2025, 2025)
Zacimba Gaba: A Princesa de Cabinda” conta a história de uma princesa angolana do século 17 que foi escravizada e trazida para o Brasil. Corajosa e determinada, Zacimba liderou uma revolta, libertou seu povo e fundou um quilombo no Espírito Santo. Sua luta pela liberdade e justiça inspirou gerações, tornando-se um símbolo de resistência contra a escravidão. A narrativa é apresentada por uma avó à sua neta, destacando o legado de coragem e esperança de Zacimba Gaba.
15h05
O menino, o avô e os bichos (5min55, 2023, Brasil)
Durante as férias na casa do vovô Domingos, Tonico é cativado por um emocionante causo sobre a jornada de quatro animais. Encantado com a história, o menino mergulha em uma aventura que não apenas o diverte, mas também o ensina valiosas lições sobre a importância do trabalho em equipe e da superação de desafios.
15h11
Laguna Plena (4min24s, 2024)
Em um cenário de plenitude natural, uma figura mística, encarnação do feminino originário, encontra um cavalo selvagem com o qual segue em uma jornada ancestral de união com a natureza. Uma ode à pureza, à harmonia com o silvestre, à busca pela liberdade desimpedida, celebrando o amor em sua forma mais natural e crua.
15h31
Nonato, o barato – A vizinhança (46s, Brasil)
Nonato se incomoda com o barulho. Seria mesmo apenas o barulho?Nonato, é uma barata que coincidentemente sempre está por perto quando algum ser humano degrada o meio ambiente. Com seus comentários ácidos acerca do tema, ela gera reflexão sobre o cuidado com o meio ambiente, ou mais especificamente sobre a falta dele.Direção: Avenida Lamparina
15h32
Dónde vas Homero, com tu abrigo viejo (3min, Espanha,2020)
Película basada en el poema, del preso antifascista, Francisco Cela Seoane cantado por el rapero represaliado, Pablo Hasél, describe visualmente el abandono social que sufren las personas sin hogar.
15h35
O menino e o mundo (79min39s, 2014, Brasil)
Um menino mora com os pais em uma pequena cidade do campo. Diante da falta de trabalho, um dia, ele vê o pai partindo para a cidade grande. Os dias que se seguem são tristes e de memórias confusas para o garoto. Até que então ele faz as malas, pega o trem e vai descobrir o novo mundo em que seu pai mora. Para a sua surpresa, a criança encontra uma sociedade marcada pela pobreza, exploração de trabalhadores e falta de perspectivas.
