FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA ANARQUISTA + OKUPA KALISSA
Dia 27 de junho a partir das 18h na Okupa Kalissa (pedir endereço por privado)
Nesse dia também vamos ter uma noite de Hamburguers Veganos! Para autogestão do espaço e do Festival. Vamos estar vendendo no evento e aceitando pedidos com a retirada na Okupa, por apenas R$25 reais! Haverão promoções e combos para esse dia, fica ligade!
Apoia a cultura independente e as iniciativas autogestionadas <3 Se tiver interesse manda também pra gente no mesmos perfis, @okupakalissa e @cineanarquistapoa ou nos nossos e-mails:
ocupakalissa@protonmail.com ; festivaldecineanarquistapoa@tutanota.com
>> A Okupa Kalissa é um espaço Anarquista LesboTransFeminista, livre de álcool, de homens cis hetero e de produtos de origem animal. <<
Se você tiver interesse em participar, nos envie uma mensagem direta para mais informações sobre a Kasa e o endereço da okupa.

O Cinema Queer pela Palestina (QCP) anuncia “No Pride in Genocide” – “Não existe orgulho em um genocídio” (junho de 2026), um evento global de cinema, co-organizado pela Campanha Palestina pelo Boicote Acadêmico e Cultural à Israel (PACBI). A quarta edição do QCP convida organizações de base, ações de solidariedade e artes de todo o mundo a realizar exibições de um compilado de curtas-metragens de grande curadoria, coletivamente selecionados, ao longo do mês de junho de 2026.
Essa iniciativa começou como um espaço ético alternativo para cineastas que desistiram ou se recusaram a exibir seu trabalho no Festival de Cinema LGBTQ+ TLVFest, patrocinado pelo governo israelense. Nos últimos seis anos, centenas de cineastas demonstraram solidariedade em resposta ao boicote de palestinos queer e trans em diversas ocasiões. Enquanto Israel continua seu genocídio e limpeza étnica em Gaza, na Cisjordânia e em toda a Palestina histórica e em toda a região, condenamos essa violência e a ordem que o poder exerce sobre a justiça, e nos solidarizamos com os palestinos.
Israel continua tentando instrumentalizar nossas identidades como pessoas queer e trans para justificar seu genocídio contra palestinos, incluindo assassinatos, chantagens e prisão de palestinos queer e trans. Assim, o QCP acontecerá em junho de 2026, mês que marca o Orgulho em muitos países ao redor do mundo. Fazemos isso para continuar nossa recusa ao pinkwashing de Israel. O programa deste ano foca no trabalho de artistas queer, palestines e aliades, em diversos locais, na Palestina histórica e na diáspora, identidades, durações, estilos e gêneros para destacar a posição da arte na resistência e na luta pela libertação.
O Festival de Cinema Anarquista de Porto Alegre juntamente com a Okupação Kalissa responderam ao chamado para compor a programação desse evento, nos solidarizando com a luta pela Palestina, contra o genocídio em curso e pela vida de todes palestines ao redor do mundo. Nos opomos veementemente ao regime sionista e a todas as organizações, coletivos, instituições, estatais ou não, individualidades e plataformas que colaboram e financiam a guerra contra o Povo Palestino.

Filmes que serão exibidos:

A Message, Mama Ganuush, 2:51 min, Palestine (2026)
Audio: English
Legenda: Português
Um curta-metragem documental que captura as vozes queer palestinas no exílio.
Mama Ganuush é uma artista performática; trans, palestina, cineasta, organizadora e ativista cujo trabalho é uma expressão potente e implacável do futurismo palestino. Baseados entre São Francisco e Lisboa, suas apresentações são uma poderosa síntese da arte e música folclórica palestina, da elegância da dança egípcia da era dourada e da energia crua e espontânea do palhaço e do teatro.

Ceasefire بِكَفِّي قَهْـر , Teodor Vladár, 23 min, Slovakia/Hungary (2025)
Áudio: Inglês, Árabe, Eslovaco
Nawras, artista queer jordana-palestina, vive na Eslováquia, em Bratislava, há quatro anos. Vivendo em duas comunidades e culturas em conflito, é empurrada para um terceiro objetivo; encontrar paz e um lugar que pudesse chamar de lar. Agora, ela está reivindicando a cultura em que nasceu e desta vez, como escolhe defini-la, e, ao fazer isso, cria uma comunidade que se torna sua família.
Teodor Vladár tem 21 anos e atualmente estuda na Academia de Artes Cênicas em Bratislava, Eslováquia. Ele estudou na Espanha e na França, sendo esta última estudos de cinema em Paris. Ele está envolvido em ativismo queer e pró-palestino e quer dar voz às pessoas criando documentários. Ele é escritor e roteirista também, tendo vencido várias competições de contos na Eslováquia. Ele também é apresentador do podcast “Nami o nás”, que foca em identidades queer na filmografia mundial. “Ceasefire” é sua estreia como diretor, que ele criou com a ajuda financeira de uma campanha de financiamento coletivo.


The 5-Year Plan for Financial Independence, Dua Omari, 7 min, Palestine (2025)
Áudio: Inglês
Este vídeo reflete sobre a história da Palestina como um ciclo repetitivo de injustiça, imaginando um futuro onde o sistema permanece inalterado e a violência continua. Ele expõe o fracasso do sistema global em oferecer justiça real, oferecendo apenas soluções simbólicas que não melhoram a vida cotidiana. Os palestinos são forçados a se adaptar a condições abaixo da dignidade humana básica, mantidos em um estado de falsa esperança sem um caminho claro para a liberdade ou dignidade.
Dua Omari é uma artista visual de Jerusalém que trabalha com vídeo e pintura. Ela possui diplomas em Psicologia e Artes Visuais Contemporâneas pela Universidade de Birzeit. Sua prática explora a interseção entre a psique individual e a realidade política e social, com foco nas experiências psicológicas e vividas sob sistemas de opressão, particularmente os de mulheres, crianças e a sociedade palestina sob ocupação. Ela participou de exposições locais e internacionais e realizou residências artísticas na Academia Espanhola em Roma e na Fundação A. M. Qattan.



Until We Return, Huss AC, 11 min, Egito/Escócia (2025)
Áudio: Inglês
Until We Return oscila entre memória e sonho, passando do lampejo de um sexto aniversário em VHS para a despedida final e inconsciente de um lar desaparecido. Desdobrando-se como uma passagem pelo Nilo, através de correntes oníricas do Cairo onde memória e presença se confundem, parte visão, parte anseio, parte possibilidade. Sobre suas águas, uma utopia frágil desperta, um mundo onde a separação nunca aconteceu, onde o retorno ainda está ao alcance, e o lar antes perdido volta à existência.
Huss é um artista árabe multidisciplinar, performer, cineasta e programador de cinema baseado em Glasgow. Seu trabalho explora a identidade queer, a memória e o exílio, tecendo narrativas pessoais e políticas que confrontam o deslocamento, a censura e a sobrevivência. Transitando por cinema, performance, instalação e som, sua prática cria espaço para histórias fragmentadas e vozes silenciadas, desafiando narrativas dominantes em torno da experiência árabe e diaspórica.

We Will Haunt Your Archive, R.R., 10 min, EUA (2026)
Áudio: Inglês
2 de dezembro de 2023. Um protesto queer irrompe em São Francisco em solidariedade à Palestina. O filme situa essa ação dentro da longa história do ativismo do ACT UP durante a crise da AIDS. Ele explora o glitch como uma tática radical feminista para resistir aos regimes contemporâneos de vigilância e silenciamento.
R.R. é cineasta, acadêmica e jornalista multimídia. Trabalhou como jornalista para publicações internacionais como The Los Angeles Times e veículos de televisão como CNN e Al Jazeera Documentary Channel. Seus filmes premiados foram exibidos em festivais e locais internacionais de cinema como IDFA, o Centre Pompidou em Paris e o Pacific Film Archive em Berkeley.

Sorry, John Greyson, 7 min, Canada (2024)
Áudio: Inglês
Um retrato de três jovens mulheres: Luna Alyaan, uma jovem violinista de Gaza, morta por um drone Elbit; Eden Golan, cantora sionista que representou Israel no Eurovision de 2024 em Malmö; e Greta Thunberg, que liderou os protestos no Eurovision naquele ano. Uma sátira sombria da instrumentalização da música por Israel para fins de hasbara (propaganda), Sorry usa humor e cultura pop para criar um agit-prop mash-up em apoio ao boicote contínuo a Eurovision e à campanha Dump Elbit. (Inspirado pela homenagem Gaza Lives do Festival de Cinema da Palestina de Toronto aos artistas perdidos no genocídio).
John Greyson é um premiado artista queer de vídeo/cinema de Toronto, cujos longas-metragens, curtas e trabalhos transmídia incluem: Unauthorized Amplification Devices (2026), Gauze (2025), Door Prize (2025), Death Mask (2024), Photo Booth (2023), International Dawn Chorus Day (2020), Mercurial (2018), Gazonto (2016), Murder in Passing (2013), Fig Trees (2009), Proteus (2003), Lilies (1996), Zero Patience (1993), The Making of Monsters (1991) e Urinal (1989).

Cine Queer pela Palestina: Age na defesa dos direitos do povo palestino.
Cine Queer pela Palestina é um evento cinematográfico mundial que destaca o papel fundamental da arte na resistência e na luta pela libertação.
Cine Queer pela Palestina também representa um ato de solidariedade efetiva com o povo palestino através de campanhas estratégicas de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) na defesa dos direitos palestinos.
Um número crescente de coletivos queer e trans está trabalhando para garantir que nossas redes, espaços e organizações coordenadoras estejam livres de vínculos com o genocídio de Israel em Gaza e seu regime de apartheid em curso.
Te mostramos formas que você pode participar e atuar:
- Organiza campanhas para promover políticas éticas do Orgulho que excluam as empresas e instituições cúmplices com os crimes de Israel contra o Povo Palestino;
- Se assegura que as organizações e redes LGBTQIA+ locais, nacionais ou globais se comprometam a estar livres de vínculos com o aparthaid israelense, inclusive se convertendo em um Espaço Livre de Apartheid;
- Trabalha para excluir dos organismos internacionais os grupos LGBTQIAPN+ que tenham vínculos com o governo israelense ou que participem do “pinkwashing” do apartheid, e o genocídio israelense contra a Palestina;
- Se una à campanha para boicotar a Eurovisão enquanto participante do apartheid israelense;
- Recusa fundos israelenses, as colaborações com instituições israelenses cúmplices ou que normalizem o apartheid israelense;
- Boicota o turismo LGBTQIAPN+ do apartheid israelense, e os eventos de «pinkwashing» como o Orgulho de Tel Aviv e o Festival de Cinema Queer TLVFest. Incentiva a cineastas a firmar o compromisso com o «Queer Cinema for Palestine»;
- Sensibiliza o público e organiza bloques solidários com a Palestina nas marchas do Orgulho ou em eventos educativos sobre o «pinkwashing» israelense.
Para mais informações, entre em contato por: pacbi@bdsmovement.net
Website: queercinemaforpalestine.org
E-mail: info@queercinemaforpalestine.org
IG: @queercinema4palestine
FB: @qC4palestine




